Baixa vacinação traz risco de volta da Paralisia infantil ao Amazonas, diz FVS

O objetivo é intensificar as ações de vigilância das paralisias flácidas agudas para a detecção e investigação de todos os casos em menores de 15 anos oportunamente. O alerta também vem para intensificar as ações de vacinação, conforme o Protocolo Nacional de Imunização (PNI). 

Para evitar a reintrodução da Poliomielite no Amazonas, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), emitiu um alerta aos profissionais, autoridades e gestores em saúde dos 62 municípios do estado. As orientações estão na Nota Técnica conjunta nº 023/2022 – FVS-RCP/SES-AM, disponível em:  


O objetivo é intensificar as ações de vigilância das paralisias flácidas agudas para a detecção e investigação de todos os casos em menores de 15 anos oportunamente. O alerta também vem para intensificar as ações de vacinação, conforme o Protocolo Nacional de Imunização (PNI).  

Desde 2019, o Amazonas vem apresentando queda nos índices de vacinação contra a doença. O Ministério da Saúde (MS) preconiza que o índice de cobertura vacinal esteja em 95%. Atualmente, o estado apresenta cobertura vacinal para 68,37% do público alvo, o que coloca o Amazonas em alto risco para reintrodução dos casos. 
Prevenção e controle

A vacinação é a principal medida de prevenção da poliomielite, doença infectocontagiosa, causada por um vírus que vive no intestino, o Poliovírus.

Há mais de 30 anos o Amazonas não registra um caso da doença. De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, somente com a intensificação da vacinação é possível manter o índice de casos zerados. 

“O nosso trabalho é reforçar, com todos os agentes de saúde e a população, a importância de vacinar as crianças. É hora melhorarmos nossos índices e alcançar o patamar ideal recomendado pelo MS”, destaca a diretora-presidente, que assina a Nota Técnica com o secretário de Estado de Saúde, Anoar Samad. 

O esquema vacinal consiste na administração de três doses de vacina inativada poliomielite (VIP), aos 2, 4 e 6 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses. 


O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias. Devem ainda ser administradas duas doses de reforço, a primeira aos 15 meses e a segunda aos 4 anos de idade. 

De acordo com o chefe do departamento de Urgência e Emergência da capital da Secretaria de Estado da Saúde, Lindinaldo dos Santos, a vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite.

“A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, pode infectar crianças e adultos. Para evitar essa doença é necessária a vacinação, já que não existe tratamento específico. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual. Os municípios devem estimular a população, para que não deixem de cumprir o esquema vacinal”, afirmou Lindinaldo.

FOTO: Girlene Medeiros FVS-RCP

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