Projeto social de capacitação empreendedora beneficia 50 venezuelanas em Manaus

Cerimônia também promoveu a entrega de capital semente com valores de R$ 800 a R$ 1.200 para cada formanda

Cinquenta migrantes e refugiadas venezuelanas concluíram a 2ª fase do “Mujeres Fuertes”, um projeto da Organização da Sociedade Civil (OSC) Hermanitos que apoia e capacita mulheres para criarem o seu próprio negócio e alcançarem a independência financeira.

A cerimônia foi realizada na sede da instituição, localizada no Centro de Manaus, e também promoveu a entrega de capital semente com valores de R$ 800 a R$ 1.200 para cada formanda, junto de kits de utensílios domésticos personalizados de acordo com suas necessidades.

A ideia nasceu após uma pesquisa do próprio Hermanitos, em 2021, quando constatou que a maioria das 2.596 famílias venezuelanas entrevistadas tinha mulheres monoparentais, responsáveis pelas despesas da casa.

Uma das beneficiadas é Ana Joselyn, que tinha grande ansiedade em participar do projeto: “As matérias que dão aqui nas áreas de finanças e questões humanas, junto da parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), foram muito significativas. Fizeram muita diferença e somaram conhecimento para meu empreendimento”.

A jornada aconteceu durante três meses com formação em vários assuntos, incluindo apoio psicossocial, cursos de português, administração de finanças e gastronomia. Além disso, as participantes recebem todo o apoio necessário.

“Procuramos entender como esta mulher se sente, considerando sua situação como migrante e refugiada, pois isso tem impacto no psicológico. Então, preparamos a mente e as técnicas para que elas consigam empreender e gerar muitos frutos com seus negócios”, frisa a supervisora do projeto no Hermanitos, Ana Vasconcelos.

O Mujeres Fuertes é realizado em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e com verba oriunda do Ministério Público do Trabalho (MPT), assim como explica a procuradora Alzira Costa.

“Todos os recursos são oriundos do MPT do Amazonas e redirecionados para o Hermanitos, para que promova ações de trabalho descendentes e, em especial, com mulheres migrantes venezuelanas. Por isso, o nome ‘Mujeres Fuertes’”.

Veja Mais

Artigos Relacionados:

Da seca extrema à exportação de uma solução: tecnologia ribeirinha de tratamento de água nascida no Amazonas atravessa fronteiras

Criado pelo Instituto Mamirauá no Médio Solimões em resposta à seca histórica de 2023 e 2024, o projeto “Água de Beber” chega agora a comunidades ribeirinhas da Amazônia equatoriana, que enfrentam os mesmos rios barrentos e a mesma vulnerabilidade climática do território onde a tecnologia foi pensada A seca de 2023 e 2024 baixou os rios da Amazônia a níveis nunca vistos, e comunidades ribeirinhas

Da seca extrema à exportação de uma solução: tecnologia ribeirinha de tratamento de água nascida no Amazonas atravessa fronteiras

Criado pelo Instituto Mamirauá no Médio Solimões em resposta à seca histórica de 2023 e 2024, o projeto “Água de Beber” chega agora a comunidades ribeirinhas da Amazônia equatoriana, que enfrentam os mesmos rios barrentos e a mesma vulnerabilidade climática do território onde a tecnologia foi pensada A seca de 2023 e 2024 baixou os rios da Amazônia a níveis nunca vistos, e comunidades ribeirinhas

Olá, visitante