Comunitários de Iranduba coletam assinaturas contra instalação de aterro sanitário em Manaus

Mobilização ocorreu durante a manhã de domingo, 05.02, mesmo sob chuva

“Disto depende o futuro dos meus filhos”, afirma Andleane Fonseca Garcia, 36, moradora da Vila de Paricatuba, localizada no km 21 da AM-070. Mesmo sob chuva e acompanhada dos dois filhos pequenos, ela e um grupo de aproximadamente 30 comunitários de Iranduba (a 28 quilômetros de Manaus) coletam assinaturas e conversam com as pessoas em Manaus sobre o lixo da capital que autoridades locais querem empurrar para o município vizinho.

O abaixo assinado é contra a instalação do aterro sanitário que se encontra sob análise do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), órgão responsável por conceder o licenciamento ambiental e estabelecer os prazos e normas para implantação do aterro. O pleito para operacionalizar o aterro é da empresa Norte Ambiental Ltda.

“Tivemos uma boa aceitação das pessoas. Estamos aqui porque acreditamos que a população de Manaus, que frequenta nossos balneários, que consome nossa produção de fruta e verdura, não sabe o que está acontecendo e que ela própria pode ser prejudicada”, explica Andleane Garcia. A coleta de assinaturas ocorreu nas imediações do largo de São Sebastião e feira da Eduardo Ribeiro.

Os comunitários denunciam a falta de escuta das comunidades dos ramais bem como a falta de licitação para instalação do aterro. Entre as pessoas que sobrevivem da agricultura familiar e do turismo estima-se 500 famílias.

Em dezembro de 2021, representantes das comunidades de Paricatuba, Bom Jesus, Nova Esperança, Fé em Deus, Cachoeira do Castanho e Lago do Mudo entregaram ao governador Wilson Lima um primeiro abaixo-assinado contrário à obra.

No próximo dia 12.02, o grupo realizará um novo ato de conscientização da população de Manaus na Ponta Negra, a partir das 8h.

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